A cada 10 cães apreendidos seis têm coleira, diz Centro de Zoonozes de Porto Velho

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De cada dez cães recolhidos pelo Centro de Controle de Zoonozes (CCZ), de cidade Porto Velho, seis possuem coleira, por dia são recolhidos em média dez cães nas ruas da capital. Segundo o coordenador da divisão de animais domésticos Rodrigo Golin, muitos donos soltam os animais durante o dia e só os prendem durante a noite, mas isso não é permitido pois pode causar diversos transtornos à população. Acidentes com veículos automotores e agressões são os principais problemas registrados pelo CCZ.

A doméstica Ângela Cristina Rodrigues é moradora do Bairro Aponiã, na Estrada da Penal, e reclama do grande número de animais soltos. “São muitos cachorros soltos próximo de onde eu moro. Tem uma parte que é de rua e muitos outros eram dos vizinhos que soltavam os cães a noite para eles passearem. O problema é que ninguém conseguia mais andar sossegado pela rua que os cães avançavam”, diz Ângela.

Segundo Ângela, depois de diversas reclamações a maioria dos moradores parou de soltar os animais. “As crianças não podiam sair na rua. Uma amiga minha que passa pelo local à noite para ir à escola me contou que já andava com pedras na mão, porque eles ameaçavam atacá-la. Alguns moradores pararam de soltar, mas ainda assim os animais na rua são muitos e causam diversos acidentes, principalmente acidentes com motos”, conta Ângela.





Rodrigo Golin, do CCZ, explica que a partir do momento em que o cão se encontra na rua, mesmo que esteja com coleira, ele é de responsabilidade do estado. “O dono do animal tem que ter consciência de que na rua o cão pode agredir outras pessoas, causar acidentes e transmitir doenças, e é dever do CCZ impedir que isso aconteça, por isso recolhemos os animais”, diz Golin.

A carrocinha trabalha com recolhimento de animais domésticos de segunda a sexta-feira, das 8h ao 12h, principalmente por demanda, quando a própria população liga no centro para solicitar os serviços na cidade de Porto Velho da carrocinha.

Golin pede calma à população porque as equipes de recolhimento são reduzidas para a demanda da capital do Estado de RO. “Trabalhamos apenas com duas equipes para um número alto de animais nas ruas”.

De acordo com o coordenador, apesar da maioria dos cães recolhidos possuir coleira, o número de donos que vão ao CCZ retirar o animal é muito baixo. “Menos da metade dos donos que tem os cães apreendidos pela carrocinha vem até o centro para retirar o animal”, conta Golin.

Todos os animais recolhidos passam por uma triagem veterinária e os saudáveis são separados dos que apresentam alguma doença. Durante cinco dias o animal fica no centro à disposição do dono. Após esse período, caso o animal esteja saudável é encaminhado para adoção ou se estiver doente é sacrificado.

Para retirar um animal que esteja apreendido no CCZ, o dono tem que pagar uma taxa de R$ 56 e assinar um termo de responsabilidade. Caso o cão seja apreendido novamente, ele não pode ser retirado e é encaminhado para adoção.

Fonte: G1





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